
Ómega-3 para cão: descubra por que razão os fosfolípidos, melhor assimilados do que os triglicéridos, oferecem uma eficácia superior para a saúde articular.
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Ómega-3Quando se fala de conforto articular no cão, os Ómega-3 são hoje reconhecidos como aliados preciosos. O seu efeito anti-inflamatório natural, nomeadamente através do EPA (ácido eicosapentaenoico) e do DHA (ácido docosa-hexaenoico), está bem documentado.
Mas o que se sabe menos é que a sua eficácia também depende… da sua forma molecular.
Fosfolípidos ou triglicéridos? Estas duas estruturas desempenham um papel fundamental na assimilação dos Ómega-3 e, por conseguinte, no seu efeito sobre a mobilidade articular.
Então, qual é a melhor forma de Ómega-3 para o seu cão? Uma análise.
Os triglicéridos são a forma natural sob a qual se encontra a maioria das gorduras na alimentação. Um triglicérido é uma molécula composta por três ácidos gordos ligados a uma estrutura chamada glicerol. Esta forma é muito comum nos óleos de peixe ou nos óleos vegetais clássicos.
Os fosfolípidos são uma categoria particular de lípidos. Ao contrário dos triglicéridos, têm apenas dois ácidos gordos, mas possuem ainda um grupo fosfato hidrófilo. Esta particularidade confere-lhes uma estrutura anfifílica: uma extremidade atrai a água (hidrófila), enquanto a outra a repele (hidrófoba).
Esta dupla afinidade permite-lhes agrupar-se naturalmente em bicamadas lipídicas, a estrutura de base das membranas celulares de todos os seres vivos, incluindo o cão.
Durante a digestão, esta arquitetura anfifílica facilita a sua integração nas micelas, estas pequenas partículas que transportam as gorduras através da parede intestinal. Resultado: os Ómega-3 sob a forma fosfolipídica são absorvidos mais rapidamente e de forma mais eficaz, mesmo em baixa dose.
Em resumo, o organismo do cão reconhece e utiliza mais facilmente os Ómega-3 fosfolipídicos, porque a sua estrutura é naturalmente compatível com a das suas próprias células.

Vários estudos compararam a capacidade do organismo para absorver os Ómega-3 segundo a sua forma e observaram que os fosfolípidos são geralmente melhor assimilados do que os triglicéridos.
Um estudo clínico publicado em Lipids in Health and Disease (Schuchardt et al., 2011) mostrou que o óleo de krill (rico em Ómega-3 sob a forma de fosfolípidos) permitia uma incorporação significativamente mais elevada de EPA e DHA nas membranas celulares do que os Ómega-3 sob a forma de triglicéridos ou de ésteres etílicos.
Outro estudo, conduzido por Köhler et al. (2015), observou que os fosfolípidos eram absorvidos mais rapidamente e de forma mais eficaz do que os triglicéridos clássicos, mesmo em doses equivalentes.
Os Ómega-3 sob a forma de fosfolípidos exercem efeitos anti-inflamatórios e metabólicos mais marcados do que os em triglicéridos.
Estes resultados sugerem que, para os cães sujeitos a perturbações inflamatórias articulares, a forma fosfolipídica seria a mais pertinente.
Descubra o nosso guia sobre os Ómega-3
Alguns óleos distinguem-se pelo seu elevado teor de fosfolípidos, uma estrutura que favorece a absorção celular dos Ómega-3. É o caso, nomeadamente, de:
O teor de fosfolípidos de um óleo marinho depende estreitamente do processo de extração utilizado:
Os processos que utilizam um solvente polar (como o etanol) permitem extrair eficazmente a fração fosfolipídica, porque estas moléculas são anfifílicas (ao mesmo tempo hidrófilas e hidrófobas) e dissolvem-se parcialmente nos solventes polares. Os extratos obtidos conservam então uma estrutura próxima da das membranas celulares, daí a sua excelente biodisponibilidade.
Pelo contrário, os processos modernos de extração por CO₂ supercrítico, muito apreciados pela sua pureza e pelo respeito da matéria-prima, produzem um óleo praticamente desprovido de fosfolípidos (< 5 %). Sendo o CO₂ um solvente não polar, extrai principalmente os triglicéridos e os ácidos gordos livres, mas muito poucos lípidos polares.
O resultado é um óleo mais estável, mais concentrado em EPA e DHA, mas cujos Ómega-3 estão presentes sob uma forma maioritariamente triglicerídica, logo potencialmente um pouco menos biodisponível do que os ligados a fosfolípidos.
Isto não retira nada ao interesse nutricional destes extratos: a tecnologia de CO₂ continua a ser a mais limpa, a mais segura e a mais respeitadora dos ácidos gordos frágeis (sem solventes, sem resíduos, sem oxidação térmica). Mas explica por que razão dois óleos provenientes do mesmo mexilhão de lábios verdes podem apresentar perfis de assimilação muito diferentes segundo o seu método de extração.
Os Ómega-3 são nutrientes essenciais ao bem-estar do cão, mas nem todas as formas são equivalentes.
A sua estrutura molecular e o processo de extração desempenham um papel determinante na sua biodisponibilidade e na sua eficácia.
Os Ómega-3 ligados a fosfolípidos são geralmente melhor absorvidos e mais ativos biologicamente do que os sob a forma de triglicéridos, porque se integram mais facilmente nas membranas celulares.
Os óleos marinhos provenientes de extrações polares, como os de krill ou de mexilhão de lábios verdes extraídos com etanol, são naturalmente mais ricos em fosfolípidos.
Pelo contrário, os óleos obtidos por extração com CO₂ supercrítico, como o utilizado no PERNIXOL®, contêm principalmente triglicéridos e ácidos gordos livres, mas oferecem outras vantagens importantes: uma pureza excecional, uma estabilidade oxidativa reforçada e uma preservação ótima dos EPA e DHA graças a uma extração suave, sem solventes nem calor excessivo.
Foi esta a abordagem que o Laboratório Sensilia escolheu: uma fórmula líquida que alia óleo de mexilhão de lábios verdes CO₂ e óleo de microalga, para fornecer ao cão Ómega-3 altamente concentrados, estáveis e perfeitamente tolerados.
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Este artigo foi redigido pela equipa de I&D do Laboratório Sensilia, especialista em nutrição animal.
O Laboratório Sensilia é um laboratório francês, familiar e independente, situado na Gironda (França). Desde 2019, trabalhamos na investigação e no fabrico de produtos de bem-estar saudáveis e inovadores.