Sensilia Logo
    • Jornal
    PERNIXOL®CBD
    Sensilia Logo
    Raiz de cúrcuma cortada a revelar a polpa alaranjada, pousada sobre um pequeno monte de pó dourado de rizoma seco, ilustrando a origem natural e a transformação da cúrcuma utilizada no apoio articular do cão.

    O papel da cúrcuma nas dores articulares do cão

    Cúrcuma e artrose do cão: mecanismos, provas e limites. Que benefícios possíveis nas dores articulares, que precauções e que alternativas?

    Pauline Durepaire

    Published in

    Ingredientes naturais
    Cúrcuma

    Índice

    1. A cúrcuma: uma raiz antiga tornada um ativo moderno

    2. Como atua a cúrcuma nas articulações?

    3. O que dizem os estudos sobre a cúrcuma e a artrose?

    4. Biodisponibilidade: porque é que nem todas as formas de cúrcuma se equivalem

    5. Tolerância e precauções de utilização no cão

    6. Que alternativas estão melhor documentadas do que a cúrcuma?

    A artrose é uma das doenças articulares mais frequentes nos cães idosos e afeta significativamente a sua qualidade de vida. Perante este problema, muitos proprietários procuram soluções complementares para apoiar o seu animal.

    Entre elas, a cúrcuma (Curcuma longa), utilizada há séculos na medicina tradicional asiática, suscita um interesse crescente. Esta raiz é hoje estudada pelo seu possível papel na modulação da inflamação e no conforto articular.

    Mas o que dizem realmente os estudos veterinários? É o que vamos verificar neste artigo.

    A cúrcuma: uma raiz antiga tornada um ativo moderno

    A cúrcuma (Curcuma longa) é uma planta herbácea da mesma família do gengibre. Originária do Sul da Ásia, é cultivada há milénios para fins culinários e tradicionais. A especiaria é obtida a partir do rizoma alaranjado, depois de seco e reduzido a pó. A sua cor intensa deve-se, em parte, aos curcuminoides (incluindo a curcumina), estudados pelas suas propriedades biológicas.

    Embora a cúrcuma seja utilizada há muito tempo nas medicinas tradicionais para «aliviar as inflamações», foi no século XIX que a curcumina foi isolada pela primeira vez, abrindo caminho a investigações científicas mais aprofundadas. Nas últimas duas décadas, o interesse aumentou consideravelmente em torno do seu possível papel nas doenças crónicas associadas à inflamação e ao stress oxidativo, entre as quais a artrose.

    Como se obtêm os extratos de cúrcuma?

    A matéria-prima mais simples é o pó obtido a partir do rizoma seco da cúrcuma. Este contém naturalmente uma mistura complexa de compostos chamados curcuminoides, entre os quais a curcumina.

    Estes curcuminoides representam apenas uma pequena fração (cerca de 3 a 5 %) do pó total. Para obter um teor mais elevado e constante, os fabricantes procedem a uma extração a partir do pó bruto, de forma a isolar e concentrar as moléculas de interesse.

    Existem duas grandes categorias de extratos:

    • Extratos padronizados (frequentemente com 95 % de curcuminoides), obtidos com recurso a solventes alimentares ou a técnicas modernas como as extrações sob pressão.
    • Formas melhoradas (micelas, nanoemulsões, complexos fosfolipídicos), destinadas a proteger a molécula e facilitar a sua absorção pelo organismo.

    Estes processos de extração e formulação são importantes: a curcumina é pouco solúvel na água, instável e rapidamente metabolizada. Quando é administrada sob a forma de simples pó de cúrcuma, apenas uma pequena parte alcança realmente a circulação sanguínea, o que explica o interesse por formulações destinadas a melhorar a sua absorção.

    Porque utilizá-la nos suplementos para cães?

    A cúrcuma é estudada pela sua ação potencial sobre vários mecanismos envolvidos na artrose:

    • a inflamação (via a modulação de moléculas como NF-κB, TNF-α, IL-1β),
    • o stress oxidativo (neutralização dos radicais livres, proteção das membranas celulares),
    • potencialmente, a degradação da cartilagem.

    Esta combinação de mecanismos levou ao estudo da cúrcuma em diferentes modelos experimentais de artrose, com resultados que justificam investigação adicional.

    Atualmente, a cúrcuma integra vários suplementos articulares para cães, isoladamente ou associada a outros ingredientes, como o mexilhão de lábios verdes e os ómega-3. A interpretação dos possíveis efeitos depende da formulação, da dose e da qualidade do extrato utilizado.

    Como atua a cúrcuma nas articulações?

    A artrose não é um simples «desgaste mecânico»: é uma doença articular degenerativa complexa, que envolve um conjunto de processos inflamatórios, oxidativos e estruturais que afetam progressivamente a cartilagem, o osso subcondral e a membrana sinovial. Neste contexto, os curcuminoides da cúrcuma têm sido estudados pela sua possível ação sobre alguns destes mecanismos.

    Um anti-inflamatório natural

    A curcumina pode modular certas moléculas pró-inflamatórias. Em estudos laboratoriais, interfere com vias de sinalização, nomeadamente a NF-κB, e com mediadores como TNF-α, IL-1β e IL-6.

    Em teoria, esta ação poderá contribuir para modular a inflamação articular, mas a relação direta com a redução da dor e da rigidez no cão ainda requer confirmação clínica.

    Um antioxidante potente

    O stress oxidativo contribui para a artrose ao danificar as células da cartilagem e ao manter a inflamação. Em estudos laboratoriais, a curcumina apresenta atividade antioxidante: pode neutralizar radicais livres e influenciar sistemas de defesa endógenos, como a glutationa e as enzimas antioxidantes.

    Um papel potencial na cartilagem

    Alguns dados pré-clínicos sugerem que a curcumina poderá limitar a atividade das enzimas que destroem a matriz cartilaginosa (como as MMP) e contribuir para um ambiente mais favorável à preservação da cartilagem.

    Não se trata de «reconstruir» cartilagem danificada. A hipótese de abrandar a sua degradação baseia-se sobretudo em dados pré-clínicos e ainda precisa de confirmação em cães com artrose.

    Em resumo, estudos laboratoriais sugerem que a cúrcuma pode atuar como modulador da inflamação, apresentar atividade antioxidante e influenciar mecanismos associados à preservação da cartilagem. A relevância clínica conjunta destes efeitos no cão com artrose ainda tem de ser demonstrada.

    O que dizem os estudos sobre a cúrcuma e a artrose?

    Embora vários mecanismos de ação da cúrcuma sejam estudados em laboratório, a questão principal permanece: que efeitos foram observados na prática em cães?

    No cão: ainda poucos ensaios específicos

    Até à data, os dados disponíveis no cão são limitados. Ainda não existem grandes estudos aleatorizados que testem a cúrcuma isolada na artrose. Contudo, algumas investigações trazem elementos encorajadores:

    • Num ensaio de 180 dias realizado em cães diabéticos, a suplementação com 250 mg/dia de curcuminoides foi associada a uma melhoria do estatuto antioxidante (aumento do rácio GSH/GSSG), sem alterações relevantes nas análises hepáticas ou renais durante o estudo. Estes dados dizem respeito a cães diabéticos e não permitem concluir sobre a tolerância a longo prazo nem sobre a eficácia na artrose canina, embora indiquem uma possível capacidade para modular o stress oxidativo.
    • Outros estudos veterinários recentes exploram fórmulas combinadas (cúrcuma + mexilhão de lábios verdes, cúrcuma + boswellia). Relatam uma melhoria da mobilidade e do conforto articular, mas permanece difícil atribuir o efeito apenas à cúrcuma nestas misturas.

    No ser humano: dados mais avançados

    A artrose humana tem sido objeto de numerosas investigações com a cúrcuma. Vários ensaios clínicos e revisões concluem que a curcumina pode:

    • reduzir a dor e a rigidez articular,
    • melhorar a função medida por questionários validados,
    • com uma eficácia por vezes comparável à dos anti-inflamatórios não esteroides (AINE), mas com menos efeitos adversos digestivos.

    Os resultados obtidos em seres humanos ajudam a compreender mecanismos potenciais, mas não podem ser diretamente extrapolados para o cão. São necessários estudos clínicos específicos para avaliar estes possíveis benefícios no cão.

    Biodisponibilidade: porque é que nem todas as formas de cúrcuma se equivalem

    Um dos principais desafios da cúrcuma é a sua baixa absorção natural pelo organismo. A curcumina é pouco solúvel na água, rapidamente metabolizada e eliminada. Quando se administra apenas pó bruto de rizoma, uma parte reduzida chega à circulação sanguínea, o que limita a exposição dos tecidos.

    Foi para contornar este limite que os fabricantes desenvolveram formas otimizadas, capazes de aumentar a biodisponibilidade.

    Tomar a cúrcuma com uma refeição rica em gordura

    A curcumina é uma molécula lipossolúvel: absorve-se melhor na presença de gorduras. Administrar o suplemento no momento da refeição (em vez de com o estômago vazio) melhora, portanto, a sua assimilação.

    Alguns produtos associam também a cúrcuma à piperina (extrato de pimenta-preta), que bloqueia uma enzima hepática e pode multiplicar a absorção. Contudo, esta abordagem deve ser utilizada com prudência em medicina veterinária, pois pode também interferir com outros medicamentos.

    As novas formas de “alta absorção”

    Várias tecnologias foram desenvolvidas nos últimos anos para aumentar a disponibilidade da curcumina no organismo:

    • Micelas líquidas: minúsculas “cápsulas” que aprisionam a curcumina numa estrutura solúvel.
    • Nanoemulsões: dispersões ultrafinas que permitem uma difusão homogénea no tubo digestivo.
    • Lipossomas e complexos fosfolipídicos: a curcumina está associada a lípidos que facilitam a sua passagem nas membranas celulares.
    • Nanopartículas sólidas: formas estáveis que abrandam a degradação e prolongam a circulação no sangue.

    Estas abordagens não são simples pormenores técnicos: condicionam a quantidade realmente disponível e, portanto, a eficácia clínica.

    Tolerância e precauções de utilização no cão

    A cúrcuma é utilizada há muito tempo na alimentação e na fitoterapia humana. Nos Estados Unidos, o estatuto GRAS (Generally Recognized As Safe) aplica-se a ingredientes ou preparações específicos e nas condições de utilização avaliadas; não constitui uma validação geral de todas as formulações destinadas a cães.

    Em medicina veterinária, os primeiros dados disponíveis não relatam sinais preocupantes, mas é preciso manter a prudência: as provas no cão permanecem insuficientes.

    Dados ainda limitados no cão

    Muito poucos estudos clínicos controlados avaliaram a cúrcuma isolada em cães com artrose. A tolerância assenta principalmente em:

    • modelos experimentais (ratos, ratinhos e coelhos), que fornecem dados preliminares de segurança, mas não confirmam por si só a segurança no cão,
    • alguns estudos exploratórios no cão, incluindo uma suplementação de 180 dias em cães diabéticos, nos quais não foram observados efeitos adversos relevantes nem anomalias biológicas durante o período e nas condições avaliadas.

    Estes dados são encorajadores, mas não bastam para afirmar uma inocuidade absoluta, sobretudo no contexto da artrose, que afeta cães idosos e frequentemente sob tratamento medicamentoso.

    Os pontos de vigilância

    Ainda que os sinais disponíveis sejam tranquilizadores, algumas precauções merecem ser sublinhadas:

    • Experiência clínica limitada: por falta de ensaios aleatorizados robustos, a eficácia e a tolerância da cúrcuma no cão com artrose permanecem ainda mal documentadas.
    • Interações potenciais: as fórmulas enriquecidas em piperina aumentam a absorção da curcumina, mas podem também modificar o metabolismo de outros medicamentos.
    • Situações particulares: prudência nos cães com perturbações hepatobiliares, perturbações da coagulação ou com doenças crónicas.
    • Posologias incertas: as doses presentes nos suplementos do comércio estão por vezes afastadas das testadas em laboratório, o que torna o efeito real difícil de antecipar, tanto no plano da eficácia como da segurança.

    Em resumo

    A cúrcuma parece ser relativamente bem tolerada, mas os dados clínicos específicos no cão com artrose são ainda demasiado raros para concluir com certeza. Na prática, convém:

    • privilegiar formulações de qualidade (idealmente padronizadas e otimizadas para a biodisponibilidade),
    • respeitar as doses recomendadas pelo fabricante,
    • pedir o parecer do veterinário, sobretudo se o cão for idoso, fragilizado ou estiver sob tratamento medicamentoso.

    Que alternativas estão melhor documentadas do que a cúrcuma?

    A cúrcuma é um ativo promissor, mas é preciso manter o sentido crítico: as provas clínicas robustas no cão com artrose ainda faltam. Pelo contrário, certas famílias de nutracêuticos beneficiam de uma documentação científica muito mais sólida em medicina veterinária.

    Os ómega-3 EPA/DHA

    Os ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa (EPA e DHA) estão entre os ingredientes mais estudados para a artrose canina. Vários ensaios controlados observaram efeitos favoráveis sobre a inflamação articular, a locomoção ou a dor avaliada pelos proprietários. Revisões sistemáticas e meta-análises também analisaram estes resultados, embora a magnitude do efeito varie entre estudos.

    Descubra o nosso guia sobre os ómega-3

    O óleo de mexilhão de lábios verdes da Nova Zelândia

    O mexilhão de lábios verdes (Perna canaliculus) é uma fonte natural de ómega-3 e contém também compostos com atividade antioxidante, como carotenoides e ácidos gordos furânicos. A combinação destes componentes poderá contribuir para os efeitos observados. Vários estudos veterinários relataram melhorias da mobilidade ou da qualidade de vida em cães com artrose após suplementação, com resultados que variam consoante a formulação e o protocolo.

    Ler os estudos veterinários sobre o óleo de mexilhão de lábios verdes

    Uma abordagem multimodal continua a ser essencial

    Trate-se da cúrcuma ou de outros ativos, nenhum suplemento constitui uma solução milagrosa isolada. O apoio articular do cão assenta numa estratégia global:

    • gestão do peso,
    • atividade física suave,
    • acompanhamento veterinário,
    • e integração de suplementos alimentares cuja eficácia está documentada.

    Em resumo: a cúrcuma é um ingrediente interessante, mas os dados atuais ainda não permitem colocá-la ao mesmo nível dos ómega-3 e do mexilhão de lábios verdes, apoiados por vários estudos veterinários.

    FAQ

    Conclusão

    Utilizada há séculos nas medicinas ayurvédica e chinesa, a cúrcuma é atualmente estudada pelo seu possível interesse para a saúde articular. As suas ações anti-inflamatória e antioxidante foram sobretudo observadas em estudos laboratoriais. Os dados veterinários disponíveis são ainda limitados, mas fornecem informações preliminares sobre a tolerância em condições específicas.

    É importante manter uma interpretação prudente: as provas clínicas no cão com artrose são ainda demasiado limitadas para a considerar uma opção de primeira linha. Entre os ingredientes com maior documentação veterinária encontram-se os ómega-3 (EPA/DHA) e o óleo de mexilhão de lábios verdes da Nova Zelândia, estudados pelo seu possível efeito sobre a dor e a mobilidade.

    Com base nos dados disponíveis sobre os ómega-3, o PERNIXOL®, suplemento líquido do Laboratório Sensilia, foi formulado com óleo de mexilhão de lábios verdes concentrado em EPA e DHA e óleo de microalga rico em DHA. A sua forma líquida permite uma administração adaptada ao peso do cão, no âmbito de uma abordagem global de apoio articular.

    Descubra o PERNIXOL®, rico em óleo de mexilhão de lábios verdes

    Referências científicas

    • Daily JW, Yang M, Park S. Efficacy of Turmeric Extracts and Curcumin for Alleviating the Symptoms of Joint Arthritis: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Clinical Trials. J Med Food. 2016 Aug;19(8):717-29. doi: 10.1089/jmf.2016.3705. PMID: 27533649; PMCID: PMC5003001.
    • Suemanotham N, Photcharatinnakorn P, Chantong B, Buranasinsup S, Phochantachinda S, Sakcamduang W, Reamtong O, Thiangtrongjit T, Chatchaisak D. Curcuminoid supplementation in canine diabetic mellitus and its complications using proteomic analysis. Front Vet Sci. 2022 Dec 23;9:1057972. doi: 10.3389/fvets.2022.1057972. PMID: 36619946; PMCID: PMC9816143.

    Este artigo foi redigido pela equipa de I&D do Laboratório Sensilia, especializada em nutrição animal.

    Sensilia Logo

    Criado por Fifty Seven & Ocean Vert Distribution

    Sensilia/PERNIXOL®. Todos os direitos reservados.

    Loja

    PERNIXOL®420
    PERNIXOL®210
    PERNIXOL®70

    Apoio ao cliente

    Perguntas frequentes
    Centro de ajuda

    Informações legais

    Privacidade
    Cookies
    Condições gerais de venda
    Informações legais
    Envios e devoluções
    Quem somos?

    O Laboratório Sensilia é um laboratório francês, familiar e independente, situado na Gironda (França). Desde 2019, trabalhamos na investigação e no fabrico de produtos de bem-estar saudáveis e inovadores.

    Precisa de ajuda?

    support@sensilia.com

    Pagamentos seguros em sensilia.com com
    Amex
    Google Pay
    Paypal Icon
    Stripe Icon
    Amazon Icon
    Sensilia Logo

    Criado por Fifty Seven & Ocean Vert Distribution

    Sensilia/PERNIXOL®. Todos os direitos reservados.