
O óleo de krill é rico em ómega-3 sob a forma de fosfolípidos, melhor assimilados para as articulações e o cérebro. No entanto, a sua pesca enfrenta numerosos limites.
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Ingredientes naturaisA artrose é uma doença crónica frequente que afeta a mobilidade e o conforto de muitos cães. O recurso a suplementos alimentares ricos em ómega-3 marinhos é uma estratégia cada vez mais recomendada pelo seu papel na modulação da inflamação e pela sua capacidade de contribuir para o conforto articular.
O óleo de krill antártico (Euphausia superba) é frequentemente apresentado como uma fonte de ómega-3 de interesse devido à sua estrutura em fosfolípidos, associada a uma boa assimilação.
No entanto, este pequeno crustáceo está também no centro de desafios ambientais importantes: é um elemento central da cadeia alimentar antártica e a sua pesca intensiva pode ameaçar o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
Este guia completo explora os benefícios estudados cientificamente do óleo de krill no cão, o seu mecanismo de ação e, sobretudo, os limites éticos e as alternativas mais sustentáveis disponíveis hoje.
O krill antártico (Euphausia superba) é uma espécie de pequeno crustáceo, semelhante a um camarão, que vive nas águas frias do oceano Austral, em torno da Antártida. É um elemento fundamental do ecossistema marinho, servindo de alimento principal a muitos animais, como baleias, focas, pinguins e diversas espécies de peixes.
O krill desempenha igualmente um papel crucial no ciclo do carbono. Ao alimentar-se de fitoplâncton rico em carbono e depois libertar as suas excreções nas profundezas do oceano, contribui para sequestrar o dióxido de carbono (CO₂) atmosférico nos fundos marinhos.
O óleo extraído deste crustáceo é muito apreciado na suplementação pela sua riqueza em ácidos gordos ómega-3 (nomeadamente o EPA e o DHA). Ao contrário dos óleos de peixe, em que os ómega-3 estão sob a forma de triglicéridos, os do krill estão maioritariamente sob a forma de fosfolípidos.
Os fosfolípidos são lípidos que constituem as membranas celulares. A presença de ómega-3 nesta forma fosfolipídica pode favorecer a sua absorção e assimilação pelo organismo, em comparação com a forma de triglicéridos presente nos óleos de peixe clássicos.
O óleo de krill contém também naturalmente astaxantina, um potente antioxidante que protege as células contra os radicais livres e confere ao óleo a sua cor vermelha.
Os efeitos do óleo de krill decorrem principalmente do seu perfil único em ómega-3 de cadeia longa (EPA e DHA) e do antioxidante astaxantina, ambos presentes numa forma altamente biodisponível: os fosfolípidos.
Um dos principais papéis dos ómega-3 no apoio articular e na redução dos sintomas da artrose (ou osteoartrite) no cão é a modulação da resposta inflamatória.
A astaxantina, um carotenoide presente no óleo de krill, atua como um potente antioxidante (Bengtson Nash et al., 2014).
O DHA é um componente principal das membranas neuronais. A sua maior presença no cérebro, graças a uma melhor incorporação através dos fosfolípidos, apoia a fluidez das membranas e a transmissão dos sinais nervosos.
O óleo de krill demonstrou um efeito protetor contra as perturbações cognitivas e a neuroinflamação em modelos animais (Choi et al., 2017), sugerindo um papel potencial para o apoio das funções cerebrais do cão idoso.
Os ómega-3 marinhos são largamente reconhecidos como aliados valiosos para a saúde do cão, nomeadamente para o apoio articular e a redução da inflamação. O óleo de krill, com a sua forma fosfolipídica altamente biodisponível, mostra benefícios promissores:
Apesar das suas vantagens, a utilização do óleo de krill não é isenta de limites, em particular do ponto de vista ético e ambiental.
A pesca do krill antártico, destinada à aquicultura e à produção de suplementos alimentares, é uma fonte de preocupação ecológica.
Embora os óleos de krill sejam geralmente considerados pouco contaminados, estudos evidenciaram um risco de contaminação por contaminantes, nomeadamente certas formas de arsénio, bem como por lípidos oxidados. Este risco deve ser controlado para garantir a segurança do produto (Zhang et al., 2025; Kizilirmak et al., 2021).
Perante os limites crescentes ligados ao krill, várias fontes de ómega-3 emergem hoje como opções mais seguras, mais estáveis e claramente mais sustentáveis. Duas delas distinguem-se particularmente: o óleo de microalga e o óleo de mexilhão de lábios verdes.
As microalgas marinhas são os organismos aquáticos que sintetizam naturalmente o EPA e o DHA, o que oferece numerosas vantagens:
O óleo de microalga é hoje a fonte de EPA e de DHA privilegiada por numerosos laboratórios empenhados em soluções éticas em saúde animal e humana.
Saiba mais sobre o óleo de alga
O mexilhão de lábios verdes da Nova Zelândia (Perna canaliculus) é reconhecido como uma fonte nutricional de interesse para o apoio articular. A sua composição lipídica confere-lhe vários benefícios:
Saiba mais sobre o óleo de mexilhão de lábios verdes
O óleo de krill antártico é uma fonte de ómega-3 para o cão, nomeadamente devido à presença de fosfolípidos e do antioxidante astaxantina.
Os estudos confirmam o seu interesse para o apoio das articulações, a redução dos sintomas de artrose e a melhoria da qualidade da pelagem.
No entanto, é essencial sublinhar as importantes preocupações éticas e ambientais ligadas à sua pesca num ecossistema antártico frágil, bem como o risco de contaminação, que exige controlo de qualidade.
Escolher marcas que documentam uma pesca sustentável e responsável é crucial. Alternativas como o óleo de mexilhão de lábios verdes ou o óleo de microalga, fontes mais sustentáveis e ricas em EPA e DHA, podem ser consideradas para assegurar uma ingestão adequada de ómega-3 destinada ao apoio articular.
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Este artigo foi redigido pela equipa de I&D do Laboratório Sensilia, especializada em nutrição animal.
O Laboratório Sensilia é um laboratório francês, familiar e independente, situado na Gironda (França). Desde 2019, trabalhamos na investigação e no fabrico de produtos de bem-estar saudáveis e inovadores.